Postagem da Alex

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Postagem da Alex

Mensagem por Pandora M. Drumachesky em Dom Jul 02, 2017 7:05 pm

De castigo... eles disseram... ninguém nessa merda sabe que eu preciso dormir? Porra, tudo bem que eu fico acordada durante a noite, mas não é para ficar de castigo sendo obrigada a supervisionar as fronteiras do acampamento, como se algo muito emocionante fosse acontecer. Digo a vocês, não vai, porque essa merda de acampamento é tão segura que te pegam até nadando pelada, já aconteceu uma vez... e se lembro bem, foi comigo. Eu tinha fugido com um garoto de uma festa, ele me desafiara a pular pelada na cachoeira das Ninfas, me chamara de fraca, eu o empurrei e pulei pelada em seguida, mas me pegaram em flagrante, resultado? Punida por uma semana, sendo obrigada a limpar coco de cavalo.

Cá estou eu mais uma vez, entediada em meio à noite e brincando com um isqueiro – que na realidade é uma espada – enquanto observo o nada e penso na vida. Divertido não é mesmo? Todo mundo devia passar a noite assim, sentada em meio as pedras, nos confins de uma floresta sem graça, observando as sombras se formarem e os galhos se quebrarem com indícios de animais. Que bela aventura para contar aos meus filhos um dia... posso até me imaginar chegando e dizendo.

Hey moleque, sua mãe era uma aventureira que adorava ficar de molho sentada nas pedras, e por isso, sempre acabava se metendo em enrascada.
Eu estava fantasiando demais, estava relaxada demais, e foi justamente isso, que me fez ser atacada demais. Foi meio repentino, o cão saltou do nada a minha frente e simplesmente rugiu, bagunçando minha cabeça e me deixando quase surda. O Filho da puta era enorme, e para piorar tinha duas cabeças!

— Calma cachorrinho, já vão vir dar seu biscoito e... — Pulei para trás e fiz a coisa mais sabia que consegui pensar, corri, corri adentro da floresta esquecendo de que era uma semideusa com poderes especiais. Não me julguem por isso, vocês não viram o tamanho dos dentes daquela fera, ela era simplesmente pavorosa, uma mordida e acabaria comigo totalmente.

Eu sabia que a fera estava em meu encalço, podia sentir o barulho estrondoso de suas patas batendo contra o chão, mas eu era rápida, e logo me embrenhei pelas arvores da floresta, usando-as de escudo para proteger meu corpo das mordidas do cachorrão. Seu tamanho dificultava sua passagem, logo, eu tinha vantagem em campos como aquele.

Parei de forma brusca em uma parte onde as arvores ficavam mais juntas, então esgueirei-me para a direita e me escondi entre duas delas. Eu sabia que o cachorro tinha faro avançado, mas eu precisava ganhar tempo se quisesse ter uma mínima chance de sobreviver, até porque nem tinha descoberto como um monstro daquele tinha adentrado o acampamento.

RAWNNNNN

O Rugido do monstro fez todos os pelos do meu braço se arrepiarem, e foi aí que eu parei de pensar e comecei a agir. Apertei o botão do isqueiro e ativei minha espada, deixando a lamina brilhante crescer majestosa em minhas mãos. Esquivei-me para o lado oposto do cachorro, então coloquei as mãos no chão no momento exato em que uma de suas cabeças mordeu a lateral do tronco onde outrora eu me encontrava. Com isso, fiz crescer no chão pequenas poças metálicas, abaixo dos pés da criatura, as mesmas poças cresceram ao redor das arvores, e isso deixaria o cachorro mais lento e me daria uma chance de escapar e me esquivar.

Ao terminar saltei para trás ganhando distancia, então voltei a me concentrar nos meus poderes e invoquei a prisão metálica abaixo dos pés da criatura, para impedi-la de se mover. Eu sabia que isso não duraria muito, mas eu precisava era de tempo, e tinha conquistado isso mesmo que por um momento. Corri por entre as arvores ao redor para tomar distância, e fui em direção ao outro lado. O cão rugia e se debatia enquanto eu me colocava as suas costas, mas não se soltou, e isso estava me deixando mais do que feliz. Ergui a espada ao me colocar em sua traseira, então desci a lamina contra sua cauda, decepando-a para fora de seu corpo.

Não era uma estratégia muito boa, mas se ele tinha duas cabeças e uma mordida voraz, imagina só o que podia fazer com aquela cauda? Eu que não queria descobrir. Em meio a isso a fera urrou mais uma vez, então soltou uma das patas, e foi ai que a luta começou a desandar. Ele ainda estava preso, mas não pelo corpo todo, apenas as patas o mantinham no chão. Eu fugi pela lateral e me aproximei de suas cabeças, mas o problema estava ali. Enquanto atacava uma delas, a outra tentava me abocanhar, e conseguiu de raspão. Seus dentes cravaram em meu quadril com força e me fizeram recuar para longe, sangrando e afoita.

O sangue rapidamente manchou minha camisa, me fez arfar e trincar os dentes na tentativa de ignorar a dor, e isso era praticamente impossível no estado em que eu me encontrava.
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Pandora M. Drumachesky
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